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Brasil e Espanha firmam acordo para igualdade de gênero e combate à misoginia

person Por Da Redação
schedule 17/04/2026 às 17:19
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Brasil e Espanha firmaram um acordo para fortalecer ações de igualdade de gênero e combater a violência contra mulheres, durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premiê Pedro Sánchez, em Barcelona.

O memorando estabelece cooperação entre os países para enfrentar a misoginia, ampliar políticas públicas e garantir proteção a mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo imigrantes.

Cooperação internacional em igualdade de gênero

O acordo prevê troca de experiências e desenvolvimento de ações conjuntas voltadas à promoção da igualdade de gênero e à prevenção da violência contra mulheres e meninas.

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Durante a assinatura, Lula destacou que não há avanço social possível sem a garantia de direitos básicos às mulheres, especialmente o direito à vida.

O presidente também apontou a necessidade de enfrentar a violência digital, associando o ambiente virtual à disseminação de discursos de ódio e práticas misóginas.

Violência digital e atuação das plataformas

O tema da misoginia nas redes também foi destacado por Pedro Sánchez, que alertou para a circulação de conteúdos violentos e degradantes contra mulheres, especialmente entre jovens.

Segundo ele, o combate à violência de gênero exige atuação mais efetiva sobre plataformas digitais e políticas públicas que integrem ações no ambiente online e offline.

Ações práticas e troca de experiências

O memorando inclui cooperação entre ministérios e programas já existentes nos dois países. Do lado brasileiro, iniciativas como o Ligue 180 e a Casa da Mulher Brasileira foram apresentadas como exemplos de políticas públicas.

Já a Espanha compartilhou experiências como sistemas de monitoramento de casos de violência de gênero, que utilizam tecnologia para proteção de vítimas.

Foco em mulheres imigrantes

Um dos pontos centrais do acordo é o apoio a mulheres imigrantes em situação de violência. Os países se comprometem a dialogar e criar mecanismos para garantir direitos e proteção em território estrangeiro.

Além disso, haverá intercâmbio de dados, estudos e boas práticas para aprimorar políticas públicas e fortalecer a atuação internacional na agenda de gênero.

O acordo terá validade de três anos, com possibilidade de renovação, e não prevê transferência direta de recursos entre os países.

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