Motta diz que governo avaliou mal projeto sobre aplicativos; Lula defende regulamentação
A regulamentação de aplicativos enfrenta novo impasse no Congresso após críticas do presidente da Câmara, Hugo Motta, à condução do governo sobre o projeto que trata de motoristas e entregadores de plataformas digitais.
Segundo Motta, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva errou ao lidar com a proposta, especialmente ao apoiar a retirada do texto da pauta nesta semana. Para ele, a forma como o projeto foi estruturado pode gerar impactos negativos no setor.
Críticas travam avanço da regulamentação de aplicativos
De acordo com o presidente da Câmara, há preocupação entre parlamentares de que a regulamentação de aplicativos resulte no aumento dos custos das plataformas, o que pode ser repassado aos consumidores.
Motta afirmou que o Congresso não deve aprovar medidas que encareçam serviços amplamente utilizados pela população, destacando que os aplicativos já fazem parte do cotidiano e exigem cautela em qualquer mudança nas regras.
Lula reforça defesa de regras para plataformas
Apesar do impasse, Lula voltou a defender a regulamentação de aplicativos durante agenda internacional. O presidente argumenta que é necessário garantir equilíbrio entre a autonomia dos trabalhadores e a proteção de direitos.
Entre os pontos defendidos estão acesso a renda digna, descanso remunerado e seguridade social, sem comprometer a flexibilidade que caracteriza o trabalho por plataformas digitais.
Projeto é adiado por falta de consenso
O governo decidiu adiar a tramitação da regulamentação de aplicativos diante da falta de acordo no Congresso. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o tema será retomado em outro momento.
Segundo ele, não há consenso suficiente entre as bancadas para avançar com o texto neste momento, o que levou à retirada do projeto da pauta.
Debate deve continuar
A regulamentação de aplicativos é uma das promessas de campanha de Lula, mas enfrenta resistência política e divergências sobre pontos centrais, como remuneração mínima e impacto econômico para empresas e usuários.
A expectativa é que o debate seja retomado quando houver maior alinhamento entre governo e Congresso sobre o modelo a ser adotado.
Compartilhe: