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Após chamar pastores de “bandidos”, prefeito de Humberto de Campos volta a atacar religiosos e reafirma acusações

person Por Da Redação
schedule 28/10/2026 às 18:40
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O prefeito de Humberto de Campos, Luís Fernando, voltou a provocar polêmica ao reafirmar críticas a pastores evangélicos do município. Em resposta a uma publicação no Instagram, o gestor defendeu suas declarações e acusou parte das lideranças religiosas de acumular patrimônio, cobrar dízimos de pessoas humildes e utilizar igrejas para influenciar o voto durante o período eleitoral.

A nova manifestação dá continuidade a uma sequência de declarações controversas do prefeito, que ganharam repercussão após as comemorações pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25).

Durante um discurso em uma motocaminhada realizada no município, Luís Fernando direcionou críticas a pastores e, segundo relatos publicados pela imprensa, utilizou termos como “bandidos”, além de afirmar que os religiosos “vão se ver comigo agora”. As falas provocaram reações e questionamentos sobre o tratamento dado pelo chefe do Executivo municipal às lideranças religiosas.

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Na segunda-feira (26), o prefeito voltou ao assunto em um vídeo publicado nas redes sociais. Utilizando uma cena da série bíblica The Chosen, que retrata Jesus expulsando comerciantes do templo, Luís Fernando fez uma comparação com o comportamento de religiosos que, segundo ele, utilizariam a fé para obter vantagens. Na ocasião, referiu-se aos chamados “vendilhões da fé” e afirmou que tomaria providências contra essas práticas.

A repercussão também motivou uma manifestação da Assembleia de Deus, que divulgou nota de repúdio às declarações atribuídas ao gestor. A instituição defendeu o trabalho realizado pelos pastores e ressaltou o direito das lideranças religiosas de expressar suas opiniões e fazer escolhas políticas sem sofrer constrangimentos.

Prefeito reafirma acusações em resposta no Instagram

Na nova resposta publicada no Instagram, Luís Fernando afirmou que sua fala foi clara ao mencionar apenas determinados pastores, e não todos os religiosos. Ele destacou que admira líderes que desenvolvem ações sociais, ajudam famílias carentes, acompanham pessoas com dependência química e acolhem quem precisa de moradia.

Em contrapartida, o prefeito voltou a acusar outros religiosos de acumular patrimônio sem prestar assistência à população vulnerável. Também afirmou que alguns cobrariam dízimos de fiéis que enfrentam dificuldades até para se alimentar e que haveria pressão sobre pessoas durante o período eleitoral.

“Ou eu estou falando alguma mentira?”, questionou o gestor na publicação. Ele também cobrou uma reflexão da própria Igreja sobre essas condutas e defendeu que as instituições religiosas corrijam práticas que, em sua avaliação, prejudicam sua credibilidade.

Ao final, Luís Fernando sustentou que suas críticas não têm relação com a disputa eleitoral, mas com situações que, segundo ele, estariam acontecendo no município.

Polêmica também envolve denúncias de pressão política

O episódio ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo a atuação política do prefeito. Antes das declarações contra os pastores, o deputado estadual Yglésio Moyses havia repercutido denúncias de suposta pressão sobre servidores públicos e eleitores de Humberto de Campos para votar em Lula. Um discurso anterior do gestor, com referência a uma “lapada” contra quem não votasse no petista, também gerou questionamentos.

As denúncias de pressão política e as críticas aos religiosos ampliaram o debate sobre liberdade de escolha eleitoral, respeito às convicções religiosas e comportamento de agentes públicos no município.

Até o momento, as acusações feitas pelo prefeito contra determinados pastores não foram acompanhadas, na publicação em questão, de nomes ou provas específicas que permitam identificar os religiosos mencionados. O caso segue repercutindo nas redes sociais.

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