Tiros, morte e omissão: o que deu errado na segurança do Réveillon em São Luís

Estimated read time 3 min read

A morte do policial militar Maykon da Silva, de 37 anos, e o ferimento de outro PM durante uma troca de tiros na Avenida Litorânea, em São Luís, na saída do Réveillon, escancararam mais um episódio preocupante da segurança pública no Maranhão. Até agora, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) não veio a público esclarecer, de forma clara e objetiva, o que de fato aconteceu.

O caso ocorreu por volta das 3h30 da madrugada do dia 1º de janeiro, em um dos pontos mais movimentados da capital, próximo ao palco principal da festa. Dois policiais militares, ambos de folga segundo a versão oficial, se envolveram em uma confusão que terminou em tiros, morte, prisão e turistas feridos.

Maykon da Silva, lotado no 21º BPM, morreu ainda no local. O outro policial, Patrick Machado Assunção, de 35 anos, do 6º BPM, foi atingido no abdômen, socorrido, permanece internado em estado estável, mas já teve a prisão em flagrante decretada e segue custodiado.

Além do policial morto, três pessoas inocentes foram atingidas, entre elas turistas do Pará, que estavam apenas participando da virada do ano. Isso levanta uma pergunta grave, onde estava o controle e o planejamento da segurança em um evento desse porte?

Testemunhas ouvidas por outros portais contestam versões iniciais que circularam. Segundo relatos, não houve assédio à esposa, como chegou a ser ventilado. O que teria provocado a confusão foi um ato considerado desrespeitoso, uma cuspida próxima ao outro policial. A situação escalou para empurrões e, em seguida, disparos.

Há ainda informações preocupantes que precisam ser esclarecidas pela SSP:
Patrick Machado estaria na escala de plantão, mas não teria se apresentado ao comando, optando por participar das festividades. Se isso for confirmado, o caso deixa de ser apenas uma tragédia e passa a ser também um grave problema disciplinar e de comando dentro da corporação.

As armas usadas no confronto, uma particular e outra da corporação, foram apreendidas. A Polícia Civil abriu inquérito, e a PM instaurou procedimento interno. Mas, até agora, faltam respostas públicas.

A SSP precisa explicar:

Por que dois policiais armados estavam envolvidos em uma confusão em meio a uma multidão?

Por que um policial possivelmente escalado estava fora do serviço?

Como tiros foram disparados em um local lotado sem uma ação preventiva eficaz?

Quem falhou no controle, na disciplina e na segurança do evento?

Enquanto isso, famílias choram, um policial está morto, outro preso, civis foram feridos e a sensação é de que a segurança pública do Maranhão segue no improviso.

Silêncio, nesse caso, não é prudência.
É omissão.

A sociedade maranhense exige esclarecimentos imediatos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Relacionadas

Da Redação

+ There are no comments

Add yours

Deixe uma resposta