Senegal é o campeão da Copa Africana de Nações de 2025. Em uma final polêmica, os senegaleses venceram Marrocos na prorrogação, por 1 a 0, e ficaram com o título no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, capital marroquina. O gol do título foi marcado por Pape Gueye, no primeiro tempo da prorrogação.
Senegal chegou a abandonar o campo no fim do tempo normal. Já aos 52 minutos do 2º tempo, o árbitro foi ao VAR e assinalou um pênalti para Marrocos. No lance, Brahim Díaz sofreu puxão de Diouf e caiu na área. Pouco antes, Senegal teve um gol anulado por falta de Seck em Hakimi.
Revoltado com a marcação do pênalti, o técnico senegalês Pape Thiaw mandou seus jogadores saírem de campo. Mané, no entanto, foi contra a decisão do treinador, foi até o vestiário e trouxe seus companheiros de volta.
Na cobrança, já aos 68 minutos, Brahim Díaz deu uma cavadinha e perdeu. O goleiro Mendy ficou no meio do gol e defendeu a cobrança, levando a decisão para a prorrogação.
No tempo normal, o goleiro Bono foi o grande nome de Marrocos na partida. O arqueiro realizou três grandes defesas durante o duelo.
Este é o segundo título do Senegal na Copa Africana de Nações. A primeira conquista veio em 2021. Marrocos segue com apenas um título, vencido em 1976. O Egito, com sete taças, é o maior campeão.
As duas seleções estão classificadas para a Copa do Mundo deste ano — Marrocos, inclusive, está no Grupo do Brasil, ao lado de Escócio e Haiti. Ancelotti pôde usar a final para observar um rival direto.
A Nigéria teminou em 3º lugar. Ontem, os nigerianos superaram o Egito também nos pênaltis.
As seleções devem voltar a campo em amistosos na data Fifa de março, para seguirem suas preparações para a Copa do Mundo. O Mundial terá início em junho e será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Como foi o jogo

O duelo começou equilibrado, com uma grande chance para equipe antes dos 20 minutos. Após escanteio, Pape Gueye apareceu na segunda trave e cabeceou à queima-roupa. O goleiro Bono se posicionou bem e conseguiu evitar o gol. Pelo lado de Marrocos, Saibari roubou de Gana Gueye, recebeu em velocidade de Kaabi e, cara a cara com Mendy, tentou cavar, mas mandou para fora. O marroquino, no entanto, estaria impedido no lance.
Sem muito brilho, Mané seguia sumido no jogo, enquanto Bono fez mais um milagre. Nicolas Jackson recebeu pelo meio, aproveitou a marcação alta de Marrocos e achou um lindo passe para Ndiaye, que dominou, teve tempo para pensar e tentou deslocar Bono. Só que o goleiro marroquino saiu em X e fez um verdadeiro milagre com a ponta do pé direito.

Os principais jogadores de Marrocos também não tiveram grandes oportunidades, e Aguerd perdeu na reta final. Depois de escanteio, Ezzalzouli entortou Mané pela esquerda e mandou de novo para a área. O zagueirão marroquino apareceu sozinho para cabecear, mas não conseguiu desviar, e a bola saiu pela linha de fundo.

Marrocos mudou sua postura na etapa final, sofreu menos e teve duas grandes chances, enquanto Bono foi um mero espectador. Na primeira, Kaabi recebeu passe açucarado de Khannouss e, na frente de Mendy, abriu muito o pé e tirou tinta da trave. Depois, Diouf vacilou em tentativa de passe, Brahim Díaz puxou contra-ataque e achou Kaabi, que foi bloqueado por Mamadou Sarr. Em seguida, Ezzalzouli madou para fora.
O jogo esfriou devido a um atendimento para El Aynaoui, que sofreu um corte no supercílio com muito sangue. O meio-campista de Marrocos disputou pelo alto com Diouf e teve um choque de cabeça. O duelo ficou parado por cerca de seis minutos para o atendimento a El Aynaoui, que voltou para a partida.
Já no final, Bono apareceu com outra grande defesa. Nicolas Jackson dominou na linha de fundo e rolou atrás para Mbaye, que cortou Saibari e chutou colocado. O goleiro de Marrocos voou para salvar sua equipe mais uma vez. Ainda antes dos acréscimos, Ezzalzouli disparou em velocidade e assustou Mendy.

Nos acréscimos, Senegal balançou as redes, mas o gol foi anulado. Em cobrança de escanteio, Seck empurrou Hakimi e cabeceou na trave. Na sobra, Ismaïla Sarr completou para o gol, mas o árbitro anotou falta no início do lance.

O final do jogo foi extremamente polêmico. Aos 52 minutos, Brahim Díaz sofreu puxão de Diouf após cobrança de escanteio e caiu na área. O árbitro foi ao VAR e assinalou o pênalti. Revoltado com a decisão, o técnico senegalês Pape Thiaw mandou seus jogadores abandonarem o campo. Mané foi contra a decisão, foi até o vestiário e trouxe seus companheiros de volta para a cobrança da penalidade. Aos 68 minutos do 2º tempo, Brahim Díaz deu uma cavadinha, mas o goleiro Mendy ficou no meio do gol e defendeu.
A final foi para a prorrogação, e Senegal abriu o placar com um golaço aos três minutos. Em contra-ataque puxado por Mané, Pape Gueye carregou pela esquerda e mandou um foguete no ângulo de Bono da entrada da área: 1 a 0. Pouco depois do gol, Brahim Díaz teve uma chance de frente para a área, mas chutou em cima de Mendy. Na sequência, o camisa 10 foi substuído e ficou desolado no banco.

Aguerd ainda mandou uma bola no travessão de Mendy, e Senegal perdeu uma chance sem goleiro. Após cruzamento, Aguerd subiu bem demais e cabeceou com força, mas a trave salvou Senegal. Pouco depois, Cherif Ndiaye ficou na cara de Bono, chutou rasteiro, mas viu o goleiro defender. No rebote, ele estava com o gol livre em sua frente, mas foi atrapalhado por Bono e mandou para fora. Ainda antes do final, o goleiro de Marrocos fez mais uma boa defesa em chute forte de Cherif Ndiaye.

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