Crise no transporte público: titular da SMTT não comparece à audiência
A crise no transporte público de São Luís voltou ao centro do debate político e institucional, expondo um cenário de desgaste prolongado, pressão sobre o poder público e impactos diretos na rotina de milhares de usuários. Em meio a mais uma ameaça de paralisação da atividades, dificuldades operacionais e dependência crescente de subsídios para pagamento de salários aos trabalhadores, a discussão sobre a responsabilidade pela gestão do sistema ganhou novos contornos na Câmara Municipal.
A audiência pública realizada nesta segunda-feira (13) foi marcada por posicionamentos firmes e um forte embate político em torno das causas e responsabilidades pela crise no transporte coletivo da capital maranhense. Entre os principais protagonistas do debate estiveram os vereadores Pavão Filho (PSB) e André Campos (PP), que direcionaram críticas à condução do sistema durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide.
Autor do requerimento que motivou a audiência, Pavão Filho conduziu a discussão destacando que o transporte público enfrenta uma crise estrutural contínua, evidenciada por paralisações frequentes, falhas na operação e elevada dependência de recursos públicos para manutenção do serviço. O parlamentar classificou o cenário como um “verdadeiro caos”, ressaltando a urgência de soluções diante de uma cidade que já ultrapassa 1,5 milhão de habitantes e depende diretamente do sistema para garantir mobilidade.
Parlamentar criticou modelo do sistema da capital como “caótico” e “ultrapassado”
Ao aprofundar as críticas, Pavão Filho descreveu o modelo atual como “caótico” e “ultrapassado”, afirmando que a população é a principal prejudicada por um serviço que não atende às demandas básicas. Ele reforçou que a responsabilidade pela organização do transporte é do Município, cabendo à Prefeitura assegurar o funcionamento adequado, seja por operação direta ou por concessão a empresas privadas mediante licitação.
“O Parlamento não pode se omitir. Precisamos debater e cobrar soluções para um serviço essencial à população”, afirmou. O vereador também reiterou que seguirá atuando na defesa de melhorias estruturais para o sistema.
Outro ponto sensível levantado foi a ausência da titular da SMTT, Manuella Fernandes, na audiência. Para Pavão Filho, a falta de representantes do poder concedente enfraquece o debate público e dificulta a transparência sobre as medidas adotadas. Ele também criticou a não divulgação da planilha oficial de custos do sistema, considerada peça-chave para compreender o equilíbrio financeiro da operação e justificar reajustes ou subsídios.
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