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Justiça Federal proíbe abate de jumentos na Bahia

person Por Da Redação
schedule 14/04/2026 às 17:46
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A Justiça Federal proibiu, nesta segunda-feira, o abate de jumentos, muares e bardotos na Bahia ao julgar uma ação de entidades de defesa dos animais que combatem a prática no país. Segundo a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos (FNDJ), a demanda do couro do animal para a extração de colágeno usado em cosméticos levou a morte de 1 milhão desses animais entre 1996 e 2025. Estima-se que até 2030 os jumentos estejam extintos no Brasil.

Além da FNDJ, a ação civil pública foi formulada pela União Defensora dos Animais, Rede de Mobilização pela Causa Animal e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, SOS Animais de Rua. As entidades alegaram que os jumentos sofrem maus-tratos nos frigoríficos e que a espécie pode acabar.

O processo teve início em 2016 quando o frigorífico FrigoCezar, no município baiano de Miguel Calmon, começou a abater os animais com foco no mercado asiático, principalmente chinês, após Agência de Defesa Agropecuária da Bahia autorizar a prática por meio de uma portaria. O caso foi levado pelas entidades ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Cerca de 900 animais morreram até que as atividades do frigorífico fossem suspensas após recomendação do MP.

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Nos anos seguintes, novos casos foram ocorrendo ao redor do estado, resultando em novas denúncias. Segundo o processo, foram registrados diversos casos de maus-tratos no abate dos jumentos. “Vidas ceifadas e espécie conduzida à extinção para satisfazer futilidades humanas sob o véu do contestável desenvolvimento econômico anti-ético e irresponsável”, diz a decisão da juíza Arali Maciel Duarte.

“Embora o abate de equídeos esteja sendo permitido, na forma da legislação transcrita no início da fundamentação, devem ser vedadas as práticas que provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”, completa a magistrada em outro trecho ao citar o artigo da Constituição Federa que impõe ao Poder Público o dever de proteger a fauna e a flora.

Ao decidir, a juíz determinou que a União Federal, o Estado da Bahia e a ADAB adotem providências para proibir o abate desses animais, bem como a captura e a compra para fins de abate. Outa determinação é que os jumentos que seriam mortos sejam encaminhados para Santuários de Proteção Animal.

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