Os protestos no Irã continuaram em várias regiões do país neste sábado (10/1), apesar do aumento da repressão pelo aparato policial do regime. Segundo a ONG de direitos iranianos Hrana, pelo menos 65 pessoas já morreram. Os mortos seriam 50 manifestantes e 15 membros das forças de segurança. O número de presos, ainda de acordo com a entidade, chega a 2,3 mil.
Também neste sábado, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar”, enquanto os manifestantes no Irã enfrentam um cerco cada vez mais intenso das autoridades iranianas.
Os comentários do presidente dos EUA ocorrem um dia depois de ele afirmar que o Irã estava “em sérios problemas” e voltar a advertir que poderia ordenar ataques militares.
Segundo o regime, a repressão às maiores manifestações antigovernamentais em anos podem ser intensificadas. A Guarda Revolucionária, tropa de elite, atribui os atos a “terroristas” e mantém apoio ao Estado, dizendo que garantir a segurança dos prédios públicos era uma “linha vermelha”.
A mídia estatal disse que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e culpou manifestantes. A TV estatal transmitiu imagens de funerais de membros das forças de segurança que, segundo a emissora, foram mortos em protestos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamedan.
Imagens postadas nas redes sociais mostraram grandes multidões reunidas em Teerã e incêndios nas ruas durante a noite.
Um vídeo divulgado pelo grupo oposicionista Organização Mujahideen do Povo (MEK) mostra centenas de manifestantes reunidos na praça Heravi, na capital iraniana. Entretanto, um apagão de internet no país dificulta a avaliação da dimensão dos protestos.
Os atos se espalharam pelo Irã desde 28 de dezembro, começando em resposta à inflação crescente, e rapidamente se tornaram políticos, com manifestantes exigindo o fim do regime clerical. As autoridades acusam os EUA e Israel de fomentarem o movimento.

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