A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, apresentou uma proposta de lei de anistia geral e afirmou, nesta sexta-feira (30/1), que pretende conceder o perdão a presos políticos no país. A medida foi anunciada durante a abertura das atividades do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
Segundo a vice de Nicolás Maduro, que assumiu o poder após a captura do líder chavista pelos Estados Unidos, no início do mês, o indulto deve cobrir o período de “vi0lência política” de 1999 a 2026.
“Que seja uma lei que sirva para curar as feridas deixadas pelo confronto político decorrente da vi0lência e do extremismo, que sirva para restabelecer a Justiça em nosso país e que sirva para restaurar a convivência entre os venezuelanos”, afirmou Delcy.
Para entrar em vigor, a proposta deverá ser votada pela Assembleia Nacional do país. A aprovação, contudo, não deve enfrentar resistências, já que o Parlamento local é dominado por chavistas ligados à vice de Maduro.
De acordo com informações da organização venezuelana de direitos humanos, Foro Penal, ainda existem mais de 700 presos políticos na Venezuela. Uma outra parte, composta por 303 pessoas, já foi libertada após a queda do governo Maduro.
A libertação de pessoas detidas por motivos políticos faz parte de pressões vindas dos Estados Unidos contra a nova administração do país latino-americano, que têm sido atendidas pela atual líder do país.

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