Um paciente do Maranhão diagnosticado com lesão medular registrou avanços clínicos considerados expressivos após ser submetido à aplicação experimental de polilaminina. O Sargento Leobino, que foi ferido em janeiro durante uma operação policial, apresentou as primeiras respostas motoras menos de 24 horas após o procedimento. De acordo com relatos da família, o paciente recuperou a capacidade de contrair os nervos das mãos, apresentou movimentos no quadríceps e retomou o controle urinário, além de conseguir manter o tronco estável para sentar-se em uma cadeira de rodas no terceiro dia de tratamento.
A polilaminina é uma proteína desenvolvida em laboratório a partir da reorganização da laminina, componente essencial para o crescimento do sistema nervoso. O composto é fruto de mais de 20 anos de pesquisas lideradas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A substância funciona como um andaime biológico que estimula a regeneração e a reconexão de neurônios em regiões onde a medula espinhal sofreu danos. Embora estudos prévios com animais e grupos reduzidos de humanos tenham indicado resultados promissores, a comunidade científica mantém cautela e reforça que a eficácia plena do tratamento ainda depende da conclusão de todas as etapas de pesquisa.
Atualmente, o estudo clínico encontra-se na fase 1, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para este ano. Esta etapa inicial foca primordialmente na segurança da aplicação e contempla um grupo restrito de cinco pacientes com lesões agudas recentes.
Caso os resultados de segurança e os ganhos observados sejam validados, a pesquisa poderá avançar para fases subsequentes que visam comprovar estatisticamente a eficácia do tratamento para o uso médico em larga escala.

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