Uma mulher portadora de endometriose, adenomiose e endometriomas relatou um grave episódio de desrespeito e descaso no Hospital de Emergência Elda Ribeiro Fonseca, em Humberto de Campos, Maranhão. Em relato compartilhado publicamente, a paciente descreve atendimento inadequado e humilhante por parte de um médico plantonista da unidade.
Segundo a paciente, no dia 21 de janeiro de 2026, por volta das 22 horas, ela chegou à unidade acompanhada de um familiar, após sentir uma dor abdominal e pélvica intensa, que não foi aliviada pelos remédios que costuma usar. Ela buscava cuidado especializado, mas afirma que foi desrespeitada e exposta publicamente.
De acordo com o relato, o médico a abordou no corredor da emergência, sem privacidade, em frente a outros pacientes, familiares e profissionais, e não deu atenção às informações sobre suas doenças crônicas nem ao tratamento que realiza em São Luís. A paciente ainda afirmou que suas palavras foram interrompidas e que se sentiu como se não valesse nada, chorando ao sair da unidade.
Ela descreve que a experiência provocou sofrimento físico e emocional, destacando o impacto da negligência e da humilhação por parte de um profissional responsável por preservar vidas humanas.
A paciente critica a postura do hospital, afirmando que a saúde não pode ser tratada como mercadoria e que pacientes com doenças crônicas e debilitantes merecem ser tratados com respeito e dignidade. Ela também reforça a necessidade de capacitação ética e técnica para profissionais da saúde, especialmente no atendimento a pacientes com condições crônicas como endometriose e adenomiose.
O caso levanta discussões sobre o atendimento médico emergencial no município e a importância de garantir dignidade, respeito e privacidade aos pacientes, principalmente em situações críticas.
Até o momento, a direção do Hospital Elda Ribeiro Fonseca não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.


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