“Não são só quatro casos”: Sindicato exige investigação ampla sobre fantasmas na educação de Humberto de Campos

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O Núcleo do SINPROESEEMMA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipal do Maranhão) em Humberto de Campos emitiu uma Nota de Esclarecimento reforçando as denúncias de irregularidades no uso de recursos do FUNDEB, incluindo o pagamento indevido a servidores que exercem funções em outras secretarias ou na prefeitura, mas recebem salários pela folha da educação.

A nota destaca que esses colaboradores, apesar de lotados na educação, deveriam ser remunerados pela administração municipal ou outras pastas, e não pelo FUNDEB, que é exclusivo para profissionais da área educacional e melhorias nas escolas. O sindicato defende investigações detalhadas para apurar os casos, com restituição dos valores desviados e realocação como abono aos verdadeiros profissionais da educação.

Ele reforça o compromisso com o uso correto dos recursos, destinados unicamente ao pagamento de salários de quem atua na educação e a investimentos nas unidades de ensino.Essa posição vem em meio ao escândalo de funcionários fantasmas e suposto desvio de mais de R$ 5,4 milhões por ano do FUNDEB, tema que vem sendo noticiado pelo Imaranhão desde janeiro de 2026.

O portal divulgou listas vazadas com nomes de servidores lotados na Secretaria de Educação sem prestar serviços efetivos, o que gerou repercussão e levou à protocolização de denúncia formal no Ministério Público do Maranhão (MPMA) pelo próprio Sinproesemma.

Em relação às explicações do prefeito Luís Fernando, que em resposta à reportagem da Band-MA citou apenas 4 casos isolados em meio a quase uma centena de suspeitas apontadas nas denúncias e reportagens, o sindicato não aceita minimizações.

A nota reforça a necessidade de apuração ampla e rigorosa, sem restrição a poucos exemplos, para garantir transparência e que os recursos da educação cheguem efetivamente a quem precisa.

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Da Redação

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