O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta terça-feira (30/12), que a defesa de Filipe Martins apresente explicações sobre o suposto uso da conta do ex-assessor no LinkedIn, sob pena de decretação de prisão preventiva. Martins está proibido de utilizar redes sociais por decisão judicial.
Condenado a 21 anos de prisão no julgamento do Núcleo 2, Filipe Martins cumpre prisão domiciliar desde 26 de dezembro. A medida foi decretada após a fuga e posterior prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques. Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Martins foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de gerenciar ações de uma organização criminosa que atuava para manter Bolsonaro no poder.
Além da prisão domiciliar, Martins está submetido a medidas cautelares impostas por Moraes, como a entrega do passaporte, suspensão do porte de armas, restrição de visitas — limitadas aos advogados — e a proibição expressa do uso de redes sociais.
De acordo com o despacho do ministro, foi juntada aos autos, em 29 de dezembro, uma denúncia de que o ex-assessor teria utilizado o LinkedIn para pesquisar perfis de outras pessoas. A defesa terá prazo de 24 horas para se manifestar sobre o caso. Caso não apresente explicações consideradas satisfatórias, a prisão domiciliar poderá ser convertida em prisão preventiva em unidade prisional.


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