
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu neste sábado converter em prisão domiciliar a detenção de Thaisa Hoffmann, presa na quinta-feira (13) durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um suposto esquema bilionário de desvio de recursos de aposentadorias e pensões do INSS.
A decisão impõe à investigada uma série de medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega de todos os passaportes, proibição de contato com outros investigados e restrição de deslocamento.
Thaisa é esposa do ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho, que também foi preso na mesma operação.
Justificativa: bebê lactante de 1 ano e 4 meses
Segundo Mendonça, o pedido de conversão partiu da própria defesa, que alegou que Thaisa é mãe de um bebê de um ano e quatro meses, ainda em fase de amamentação, necessitando ser alimentado pela mãe três vezes ao dia.
No momento da prisão, a criança ficou sob os cuidados da avó materna, de 73 anos, em situação considerada emergencial — o que, segundo o ministro, reforçou a excepcionalidade da medida.
Operação investiga desvio bilionário
A Operação Sem Desconto mira uma suposta organização criminosa suspeita de desviar valores bilionários destinados ao pagamento de benefícios previdenciários. O caso envolve membros do INSS, atravessadores e empresas privadas acusadas de manipular dados de pagamentos e criar vantagens indevidas.
As investigações seguem em sigilo.


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