O Ministério da Saúde oficializou, nesta segunda-feira (12), a decisão de não incluir a vacina contra o herpes-zóster no Calendário Nacional de Imunização do SUS, seguindo a recomendação da Conitec. Embora o imunizante tenha eficácia comprovada na prevenção da doença e de complicações graves, como a neuralgia pós-herpética, a avaliação técnica concluiu que o impacto financeiro tornaria a oferta gratuita inviável no momento. A vacina analisada, registrada pela Anvisa em 2021, requer duas doses e é indicada principalmente para idosos e adultos imunocomprometidos.
O principal entrave identificado foi o custo estimado de R$ 5,2 bilhões ao longo de cinco anos para atender ao público-alvo inicial, que englobaria idosos acima de 80 anos e pessoas imunocomprometidas. Mesmo com a possibilidade de negociação de preços abaixo do mercado privado, a comissão avaliou que o investimento ultrapassaria o limite de sustentabilidade do sistema público. Dessa forma, a vacina permanece disponível apenas na rede particular, enquanto o SUS prioriza o equilíbrio orçamentário para outras políticas de saúde.
A medida reforça o desafio de incorporar novas tecnologias de alto custo ao sistema público de saúde brasileiro.


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