A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como a única inventariante do espólio deixado por seu tio, o médico Miguel Abdalla Netto, avaliado em R$ 5 milhões. Condenada por mandar matar os pais em 2002, Suzane foi considerada pela juíza Vanessa Vaitekunas Zapater a única pessoa apta para a função, já que o irmão, Andreas, não se manifestou e a prima do médico não comprovou união estável. A magistrada ressaltou que o histórico criminal da herdeira não interfere no direito sucessório, tornando-a responsável por administrar imóveis, carros e investimentos do tio.
Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto no dia 9 de janeiro, em sua casa no Campo Belo, zona sul de São Paulo. A morte é tratada como suspeita pela polícia, que investiga a hipótese de infarto, mas ainda aguarda laudos periciais. O médico era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane, e chegou a ser tutor de Andreas após o assassinato do casal em 2002. Antes de morrer, Miguel mantinha uma relação conflituosa com a sobrinha, tendo inclusive agido judicialmente no passado para impedi-la de receber a herança dos pais.
Na função de inventariante, Suzane deve apenas preservar o patrimônio até a partilha final, prestando contas à Justiça sem poder vender ou usufruir dos bens. O caso, porém, ganha novos contornos com um boletim de ocorrência registrado pela prima de Miguel, que acusa Suzane de retirar móveis e um veículo da residência do médico sem autorização. Além disso, um Projeto de Lei em Brasília tenta impedir que condenados por crimes contra parentes, como no caso de Suzane contra a irmã de Miguel, possam herdar bens de membros da família.


+ There are no comments
Add yours