O Instituto GEPAS, que mantém contratos milionários com a Prefeitura de Humberto de Campos, também firmou acordos significativos com outras prefeituras do Maranhão, como a de Codó, despertando questionamentos sobre a atuação da instituição e possíveis irregularidades.
Em Codó, os contratos do Instituto GEPAS somam mais de R$ 40 milhões, distribuídos entre diversas secretarias:
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Secretaria de Saúde (Contrato 168/2025) – R$ 12,21 milhões
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Secretaria de Educação (Contrato 167/2025) – R$ 24,43 milhões
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Secretaria de Administração (Contrato 166/2025) – R$ 4,07 milhões
Segundo extratos analisados, os pagamentos foram realizados de forma acelerada:
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Secretaria de Administração: R$ 4,52 milhões
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Secretaria de Saúde: R$ 9,80 milhões
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Secretaria de Educação: R$ 19,76 milhões
Especialistas em contas públicas alertam que a terceirização em larga escala pode ser usada para contornar limites legais de gastos com pessoal, já que os repasses entram contabilmente como “serviço” e não como “folha de pagamento”. Além disso, denúncias indicam que servidores terceirizados podem atuar sem garantias de direitos trabalhistas.
Outro ponto crítico é a ausência de alguns contratos no portal do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), dificultando o acompanhamento da sociedade e levantando dúvidas sobre a transparência na execução desses serviços.
O Instituto GEPAS, com sede em São Luís, tem como presidente Aline Soares Barros Lobato e como representante José Augusto Muniz Lobato Filho, ambos com histórico de atuação em municípios maranhenses. A instituição já esteve envolvida em polêmicas em outras cidades, reforçando questionamentos sobre sua atuação e a eficiência na gestão de recursos públicos.
A situação levanta suspeitas sobre a forma como contratos milionários com prefeituras são firmados e executados, chamando atenção para a necessidade de fiscalização rigorosa e maior transparência na gestão de serviços públicos terceirizados.

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