Hospital de Paulino Neves deixa soro antiofídico estragar

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A saúde pública no Maranhão segue enfrentando desafios alarmantes, que vão desde a falta de recursos até a carência de qualificação profissional. No município de Paulino Neves, a situação no hospital local , unidade hospitalar que é gerido pelo Governo do Estado, tem gerado preocupação e indignação entre a população.

Uma grave denúncia aponta que o Hospital de Paulino Neves deixou estragar 45 frascos de soro antiofídico humano e 10 frascos de vacina contra raiva, materiais essenciais e de alto valor para a saúde pública. De acordo com as informações, os imunobiológicos ficaram fora da geladeira, sob responsabilidade da coordenação de enfermagem, o que resultou na perda total dos produtos.

O soro antiofídico humano é o único tratamento eficaz contra picadas de cobras peçonhentas. Ele é distribuído exclusivamente e de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não é comercializado em farmácias. Sua aplicação deve ser feita via intravenosa, exclusivamente por profissionais de saúde, pois pode causar reações alérgicas graves. O tipo de soro utilizado — como antibotrópico ou anticrotálico — depende da identificação da serpente causadora do acidente.

A conservação do soro antiofídico é extremamente rigorosa, por se tratar de um produto biológico. Ele deve ser armazenado em geladeira, entre +2°C e +8°C, sem jamais ser congelado. O congelamento ou a exposição fora dessa faixa de temperatura danifica as proteínas (imunoglobulinas), tornando o soro inutilizável. Além disso, o produto deve permanecer na embalagem original, protegido da luz e com adequada circulação de ar no equipamento de refrigeração.

A perda desses frascos representa não apenas desperdício de recursos públicos, mas também um risco direto à vida da população, especialmente em regiões onde acidentes com animais peçonhentos são frequentes.

Diante dessa realidade, fica o questionamento:
como está sendo tratada a saúde pública no Maranhão?
Situações como essa são consideradas inadmissíveis e reforçam a urgência de fiscalização, responsabilização e investimentos sérios na gestão da saúde pública.

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Da Redação

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