Brasil é o sétimo país mais feliz do mundo, segundo pesquisa
O Brasil apresentou alta no número de pessoas que se consideram felizes. A confirmação veio com os dados do índice anual de felicidade do instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19). Oitenta por cento dos brasileiros entrevistados disseram que são felizes, resultado que representa uma alta de dois pontos percentuais em relação ao ano anterior.
No ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29 países avaliados. Indonésia (85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%.
Felicidade cresce na maioria dos países pesquisados
Em 25 dos 29 países pesquisados, a população está mais feliz do que há 12 meses, o que reforça uma tendência de alta na felicidade mundial. Apenas Holanda, Índia e Argentina registraram recuo no período.
No longo prazo, porém, o quadro é menos otimista. Em 15 dos 20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é menor do que era há 14 anos. O Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026, acumulando alta de três pontos percentuais no período.
Fé ou vida espiritual são principais motivos da felicidade no Brasil
Para os brasileiros que se declaram felizes, o principal motor é a fé ou vida espiritual, citada por 22% – o maior índice entre todos os países pesquisados nesse quesito. Em seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado (34%), saúde mental e bem-estar (31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais citado, por 54%, índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28 dos 29 países. A saúde mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos brasileiros insatisfeitos, acima da média mundial de 30%.
Economia também é um fator relevante quando o assunto é felicidade
No Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de 2025, uma das maiores altas registradas no estudo. A pesquisa aponta que essa melhora de percepção econômica está relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com 23.268 adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas.
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