FBI concluiu que Epstein não geria rede de tráfico sexual para poderosos, diz agência

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Memorandos do FBI e outros arquivos policiais e de procuradores dos Estados Unidos, que fazem parte da base de documentos liberada pelo Departamento de Justiça sobre o caso Jeffrey Epstein, mostram que a polícia federal americana concluiu que o financista não geria uma rede de tráfico sexual para poderosos.

A agência de notícias Associated Press analisou uma série desses documentos para destrinchar o caminho das investigações do FBI sobre o caso, que terminou por não encontrar evidências suficientes para acusações adicionais contra Epstein e seus associados, além de pessoas influentes que tiveram relações com o financista.

Homem de cabelos grisalhos e camisa preta sentado à mesa de jantar, olhando para o lado direito. Ao fundo, três pessoas conversam entre si em ambiente interno com iluminação quente.
Jeffrey Epstein em imagem sem data ou localização divulgada pelo Congresso americano em dezembro do ano passado – va AFP

A investigação começou em 2005, quando os pais de uma menina de 14 anos relataram que ela foi abusada na casa de Epstein em Palm Beach, na Flórida.

Com ao menos 35 casos similares relatados, procuradores federais processaram o financista e alguns de seus assistentes pessoais. Epstein conseguiu um acordo judicial para se declarar culpado e reduzir sua pena; ele ficou 18 meses na prisão e a deixou em 2009.

O criminoso condenado foi novamente preso em julho de 2019, após novas reportagens na imprensa americana serem o gatilho para que procuradores federais de Nova York voltassem ao caso. Epstein morreu na prisão em agosto daquele ano —Ghislaine Maxwell, sua ex-companheira, foi acusada em 2020 de recrutar vítimas do financista e foi presa um ano depois.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Da Redação

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