Enquanto o prefeito Luís Fernando ataca de forma mentirosa a imprensa, ele deve salários de dezembro até hoje

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Em Humberto de Campos, o clima entre os servidores públicos está longe de ser dos melhores nestes primeiros dias de 2026.
Muita gente que trabalha na prefeitura – de porteiros e motoristas a profissionais de limpeza e apoio – ainda está esperando o salário completo de dezembro. Alguns receberam só metade, outros nem isso, e o pagamento que era para ter caído antes do Natal acabou sendo adiado, com promessas de quitação no fim do mês passado que, para vários, não se concretizaram até agora.
O que deixa a situação ainda mais pesada é o contraste com as postagens do prefeito Luis Fernando nas redes sociais.
Enquanto servidores reclamam de contas apertadas e dificuldades para pagar as festas de fim de ano ou as despesas do começo do ano, o prefeito tem compartilhado vídeos e mensagens falando em “valorização” dos funcionários, especialmente na educação, destacando supostos avanços e apoio aos professores.
Muitos que conversaram com a gente – de forma reservada, porque o medo de represália é real – dizem que o discurso soa vazio. “Ele fala bonito na internet, mas na hora de pagar é outra história”, desabafou um deles. Há quem mencione que só categorias específicas, como vigilantes e alguns operacionais, teriam recebido algo, e mesmo assim incompleto.
A justificativa oficial que chega aos funcionários é sempre a mesma: falta de recurso em caixa. E tem mais: enquanto isso rola, o prefeito tem sido bastante duro com a imprensa local e regional que publica essas denúncias. Em vez de prestar esclarecimentos claros ou abrir diálogo, ele rebate com ataques diretos, chamando reportagens de mentirosas ou distorcidas, sem entrar no mérito dos fatos.
Para quem acompanha o dia a dia da cidade, parece uma tentativa de desviar o foco do problema real: o atraso nos pagamentos que afeta centenas de famílias.A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso mais recente, mas a insatisfação só cresce.
Servidores contratados, em especial, sentem-se ainda mais vulneráveis, já que muitos dependem desse dinheiro para sobreviver.
A pergunta que fica no ar é: até quando vão prometer e não cumprir? Em uma cidade pequena como Humberto de Campos, onde todo mundo se conhece, essas coisas não passam despercebidas – e o desgaste na imagem da gestão já está visível nas conversas de rua e nas redes.

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Da Redação

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