O presidente do Sinproesemma Raimundo Oliveira, publicou um vídeo onde afirma as irregularidades no uso de verbas do FUNDEB em Humberto de Campos, o vídeo vem após o prefeito do município, afirmar que a denúncia é falsa
A denúncia recente do Sinproesemma sobre irregularidades na folha de pagamento da educação em Humberto de Campos (MA) reacende o debate sobre a gestão de recursos públicos na área educacional no município, localizado na baixada maranhense.
O sindicato protocolou representação no Ministério Público do Maranhão (MPMA), classificada como “Notícia de Fato”, e planeja levar o caso também ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) para apuração rigorosa.
O foco principal da denúncia é o suposto desvio de recursos do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), com um rombo anual estimado em mais de R$ 5,4 milhões (precisamente R$ 5.423.113,80, segundo o levantamento do sindicato).
Essas verbas, que devem ser prioritariamente destinadas à educação, estariam sendo usadas de forma irregular, prejudicando diretamente a valorização dos professores, a infraestrutura das escolas e os direitos dos estudantes.Histórico resumido das denúnciasO caso não é isolado e ganhou força a partir de revelações progressivas em 2026:
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Janeiro de 2026 — O Imaranhão.com, divulgou uma lista vazada com nomes de servidores lotados na Secretaria Municipal de Educação, mas sem comprovação de prestação de serviços efetivos.
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Exemplos incluíam João Alfredo Carneiro Rodrigues, Israel Félix de Sousa Júnior e Manuel Coutinho dos Santos, com salários entre R$ 1.518,00 e R$ 4.374,35. A divulgação gerou repercussão nas redes sociais e questionamentos da população.
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Início de fevereiro de 2026 — O Sinproesemma aprofundou as suspeitas ao protocolar a denúncia formal no MPMA. As irregularidades foram divididas em três categorias principais:
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14 servidores apontados como “funcionários fantasmas” — Pessoas na folha de pagamento da educação sem qualquer serviço prestado, gerando impacto mensal de cerca de R$ 37 mil (R$ 446 mil ao ano).
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19 servidores com indícios de não comparecimento ao trabalho — Casos que demandam investigação administrativa, com risco anual superior a R$ 510 mil.
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182 servidores lotados na Prefeitura Municipal, mas pagos com recursos do FUNDEB — O ponto mais grave, configurando uso indevido de verbas exclusivas da educação, o que pode caracterizar improbidade administrativa, lesão ao erário e desvio de finalidade.
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