Eleições de 2026 podem acelerar debate sobre fim da escala 6×1, diz ministro

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O ministro do Trabalho e Emprego avaliou nesta terça-feira (30/12) que o calendário eleitoral de 2026 deve influenciar diretamente o andamento das discussões no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, o período eleitoral pode, inclusive, favorecer o avanço das negociações, desde que haja mobilização dos trabalhadores e pressão da sociedade.

“A aprovação depende muito de como a classe vai se mobilizar. A isenção do Imposto de Renda não passou por iniciativa do Congresso, passou pelo calor das ruas. Aquela unanimidade foi forçada. Se a classe se movimentar e o Congresso perceber que rechaçar isso impacta no voto, pode ser que queira aprovar”, afirmou o ministro.

A declaração foi feita durante entrevista coletiva para a apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ministro destacou ainda a importância de acompanhar indicadores como rotatividade e qualidade dos empregos para embasar a discussão sobre a jornada de trabalho.

Na avaliação dele, a economia brasileira já reúne condições para enfrentar mudanças na carga horária semanal. “É plenamente possível reduzir a jornada máxima para 40 horas semanais. Não vejo um movimento que impeça a aprovação por ser um ano eleitoral”, reforçou.

Emprego em novembro

Os dados do Caged mostram que o Brasil criou 85.864 vagas formais de emprego em novembro. O saldo é resultado de 1.979.902 admissões e 1.894.038 desligamentos. Do total de postos criados, 68,9% foram considerados típicos, enquanto 31,1% foram não típicos, com destaque para trabalhadores intermitentes (13.481) e temporários (18.088).

No acumulado de janeiro a novembro, o país abriu 1.339.878 vagas com carteira assinada, número inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram criados 1.781.293 postos.

Em novembro, apenas os setores de serviços e comércio apresentaram saldos positivos, com crescimento de 0,3% e 0,7%, respectivamente. O salário médio real foi de R$ 2.310,78, com alta de 0,3% em relação a outubro e aumento real de 3,03% na comparação com novembro do ano passado.

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Da Redação

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