Drama continua no Povoado Entrocamento: Moradores denunciam novas ameaças e cerco de invasores em São Bernardo (MA)

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O conflito fundiário no Povoado Entrocamento, na zona rural de São Bernardo, segue gerando tensão e medo diário entre as famílias que vivem na área há décadas. Um novo relato de morador descreve mais um dia de intimidações e cerco por parte de supostos invasores, em meio a um processo que já tramita na Justiça Agrária.

De acordo com o depoimento gravado e compartilhado recentemente, um morador relata que, desde ontem (meio-dia), indivíduos ligados a Maria José e à associação Ampev (citada como “associação criminosa” no relato) teriam voltado a atuar na região. “Hoje ela mandou outro comparsa dela, dois comparsas dela aqui para o redor da minha casa”, afirma o morador, que diz estar vivendo um “drama terrível”.

Os invasores teriam cercado lotes, fingido capinar dentro de quintais e trazido pessoas de fora, inclusive um indivíduo se dizendo repórter de Lusilândia, que fotografava as portas das casas dos moradores. “A gente tá vivendo um drama terrível aqui, sô. Drama terrível”, desabafa. Ele menciona ainda que os mesmos indivíduos retornaram pela manhã, com gritos na pista, ameaças de buscar reforço e questionamentos provocativos sobre sair de casa.

O morador afirma que não tem mais direito de entrar e sair livremente de sua própria residência devido ao cerco. “Eu não tenho mais o direito, hoje eu tô sem o direito de entrar e sair da minha própria casa, por causa desses malditos, dessa quadrilha infernal de invasores de terra aqui, do povoado Entrocamento”, diz.

O relato inclui menções a tortura psicológica em propriedades vizinhas, como no cercado de Seu João e de Romário.O caso faz parte de um conflito agrário mais amplo no povoado, onde famílias que ocupam áreas de assentamento há quase 25 anos denunciam invasões sistemáticas, ameaças, agressões e substituição de moradores por pessoas de outras localidades. Um documentário recente expôs a gravidade da situação, reunindo relatos de medo constante e pedidos por intervenção das autoridades.

A Polícia Militar já foi acionada em ocasiões anteriores, mas moradores afirmam que as ações persistem, inclusive com ligações a lideranças associativas locais.As famílias afetadas cobram providências urgentes do poder público, incluindo pacificação da área e garantia de segurança.

O caso reforça o histórico de disputas por terra no interior do Maranhão, onde conflitos fundiários frequentemente envolvem associações, posse irregular e tensões entre grupos locais.

A situação permanece sob acompanhamento, com moradores apelando por intervenção rápida para evitar escalada de violência.Nota: A notícia é baseada em depoimento público e contexto jornalístico disponível. 

 

 

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Da Redação

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