O juiz Douglas Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, reagiu publicamente à proposta de extinção da unidade e afirmou que a medida surge depois que não encontraram qualquer irregularidade em sua atuação. Segundo ele, “como não conseguem encontrar nada de errado para abrir um processo administrativo contra mim, agora querem extinguir a minha Vara”. Para o magistrado, a situação é grave e revela incômodo com decisões que atingem interesses poderosos.
Douglas Martins destacou que decide com base em estudo e fundamento jurídico, mesmo sabendo que suas sentenças podem gerar críticas. “Eu me procuro julgar, eu decido, eu estudo muito para isso”, afirmou. O juiz reconhece que erros podem acontecer e que nem todos concordam com suas decisões, mas deixou claro seu posicionamento: “uma coisa ninguém vai esperar de mim nunca, que é a omissão ou o medo de decidir quando atinge interesses políticos e econômicos”.
O magistrado também lembrou que, diariamente, julga casos que afetam grandes empresas e grupos políticos no Maranhão. “Eu decido todo santo dia assuntos que impactam interesses econômicos e políticos das maiores empresas do Maranhão”, disse. Para ele, extinguir a Vara é “uma coisa gravíssima” e o debate vai além de sua pessoa, pois envolve o direito da sociedade de ter uma Justiça que não se intimida diante do poder econômico e político.


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