A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.
O número é 18% maior do que o registrado no ano anterior e é a maior alta desde 2015.
De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.
Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, diminuiu de 4,08 anos em novembro para 4,0 anos em dezembro — ficando no limite do intervalo estipulado pela PAF 2025 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).
A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida. A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
Em 2024, o estoque da dívida pública federal somou R$ 7,3 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).


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