A participação do ministro Dias Toffoli no 10º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias, realizado em abril de 2024, em Londres, tornou-se um dos pontos centrais da arguição de suspeição apresentada pela Polícia Federal contra o magistrado. O evento foi patrocinado pelo Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de fraude no sistema financeiro.
Entre os argumentos apontados pela PF está a possível relação de proximidade entre Toffoli e Vorcaro, sustentada, além da participação no evento, por supostos vínculos indiretos envolvendo o resort Tayayá, empreendimento que pertence à família do ministro, e por conexões profissionais de sua ex-esposa com escritório que teve o empresário como cliente. Também teriam sido mencionadas trocas de mensagens nas quais o nome do ministro aparece como possível aliado em demanda judicial no Supremo, embora, ao final do processo citado, Toffoli tenha votado de forma contrária ao interesse do banqueiro.
Outro elemento levantado foi a presença do ministro em eventos patrocinados pelo Banco Master, o que, segundo a linha investigativa, poderia indicar grau de proximidade.
Contudo, o mesmo fórum contou com a participação de outras autoridades dos Três Poderes, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro Alexandre de Moraes, também integrante do Supremo Tribunal Federal.

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