A Polícia Civil identificou que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual infantil, mantinha contato com vítimas fora do estado de São Paulo.
Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação, disse que, até o momento, sete vítimas foram identificadas. “No celular dele [piloto], foi encontrado um vasto material. Verificamos que existe contato fora do estado de São Paulo, já que ele tinha uma flexibilidade por ser piloto de avião”, afirmou.
Além de cometer os abusos, Sérgio aliciava as vítimas para outros abusadores, de acordo com a delegada. “Quando chegava em São Paulo, ele procurava as vítimas e as famílias das vítimas”, disse Peixoto.
De acordo com a apuração, a maior parte dos abusos era cometida dentro do carro do piloto. A esposa dele, inclusive, cogita vender o veículo após a descoberta dos crimes, segundo informações concedidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em coletiva de imprensa.
O piloto Sérgio Antônio Lopes coagia suas vítimas a atrair novas meninas sob pretexto de vazar as imagens feitas durante os abusos. A afirmação foi dada pela diretora do DHPP de São Paulo, Ivalda Aleixo.
Em nota, a companhia aérea informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.


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