Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania pede investigação sobre morte de médica no RJ
O Ministério dos Direitos Humanos pediu ao governo do Rio de Janeiro, no dia 23 de março, para acompanhar as investigações sobre a m0rte da médica negra Andréa Marins Dias. Policiais militares do estado atiraram contra a oncologista de 61 anos “por engano” no dia 15 de março deste ano. Ela m0rr3u na hora.
O documento ao qual a coluna teve acesso mostra que a pasta do governo Lula enviou um comunicado diretamente ao Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro convocando uma reunião interinstitucional para a definição de um “fluxo de atuação” para acompanhar as investigações.
O ministério, chefiado por Macaé Evaristo, pediu informações sobre os procedimentos adotados pela PMERJ na ação policial. Foram requisitados também detalhes sobre as medidas imediatas de responsabilização dos policiais envolvidos no ass4ssin4to da médica.
O documento questiona também sobre a preservação das provas da ação policial. As câmeras, que poderiam ser usadas na investigação, entretanto, estavam descarregadas. O MDH afirma que houve uma “possível violação de direitos humanos” no caso.
“Destacamos a sensibilidade e relevância do presente caso, bem como a importância da articulação interinstitucional para uma resposta estatal que assegure a apuração rigorosa dos fatos, em conformidade integral com os princípios dos direitos humanos”, diz o comunicado.
Andréa Marins Dias era médica oncologista do Incra e foi morta no dia 15 de março de 2026 após policiais do 9º Batalhão da Polícia Militar “confundirem” o carro dela com um veículo envolvido em uma perseguição policial.
A médica tinha acabado de sair da casa de seus pais, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que os policiais abordam o veículo da médica e chegam a bater com o fvzil na porta da motorista. Ao abrirem a porta, os agentes encontraram Andréa já sem vida dentro do carro.
Compartilhe: