O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), entrou em disputa com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) pelo primeiro depoimento do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, ao Congresso.
Inicialmente, o encontro de Vorcaro seria com a CPMI do INSS. Estava previsto para o dia 26, quinta-feira. Agora, foi antecipado para o dia 23, próxima segunda, às 16h.
Com isso, a CPMI se antecipa ao depoimento de Vorcaro na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida por Calheiros, que está previsto para terça-feira (24/2).
“Deve ser manobra do Centrão, que quer continuar fora, esvaziando um depoimento que se pretende amplo, não restrito ao consignado”, reagiu Calheiros em conversa com a coluna.
A CAE tem um grupo de trabalho sobre o caso Master. Senadores do colegiado se reuniram, na semana passada, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
A comissão ainda aguarda autorização do ministro André Mendonça, do Supremo, para ouvir Vorcaro. Como não se trata de uma CPMI, é preciso que o dono do Master seja liberado a depor, uma vez que está monitorado judicialmente.
“Não queremos protagonismo. Estamos cumprindo nosso papel de fiscalizar o sistema financeiro”, disse Calheiros.
O depoimento na CAE é mais aguardado no meio político porque ele irá tratar sobre os negócios do Master que levaram à liquidação do banco. No caso da CPMI, a defesa de Vorcaro afirma que ele só irá falar sobre empréstimos consignados.
Vorcaro entrou na mira da CPMI do INSS por causa dos acordos de crédito consignado que o Master mantinha com o órgão previdenciário. Por conta disso, Vorcaro deve limitar a fala à CPMI sobre os consignados. Na CAE, deve tratar do Master de forma mais ampla.

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