Caso de aluno barrado expõe série de denúncias contra gestão do Matta Roma, em Codó
O caso do jovem impedido de obter um documento no Centro de Ensino Luzenir Mata Roma, em Codó, deixou de ser um episódio isolado e passou a expor um problema muito maior. Após a repercussão nas redes sociais, dezenas de alunos e ex-alunos começaram a relatar situações semelhantes envolvendo a gestão da escola, especialmente a conduta atribuída à diretora Ana Lúcia.
Entre os relatos mais graves está o de uma mãe que afirma que a filha desenvolveu ansiedade em consequência de humilhações, constrangimentos e da falta de respeito dentro da unidade de ensino. Segundo ela, a direção da escola adota uma postura de indiferença com os estudantes e aplica regras e punições de forma seletiva, atingindo sempre os mesmos alunos.
A mãe relata ainda que, por ter poucas condições financeiras, nem sempre consegue comprar roupas dentro do padrão exigido pela escola. Em algumas ocasiões, a filha precisou ir às aulas usando calça preta e, por isso, teria sido barrada por determinação da diretora. O que mais revolta, segundo o relato, é que outras alunas estariam frequentando a escola com roupas fora dos padrões impostos, sem sofrer qualquer tipo de punição, o que reforça a sensação de tratamento desigual.
Além disso, há denúncias de desrespeito por parte de uma zeladora responsável pela limpeza dos banheiros, o que contribui para um ambiente escolar hostil e pouco acolhedor. Nesse contexto, a jovem, exposta repetidamente a situações de constrangimento, acabou desenvolvendo ansiedade.
Outro aluno afirma que as regras rígidas impostas pela direção estão afetando diretamente o desempenho escolar. A maioria dos estudantes do Matta Roma vem de famílias humildes e não tem condições financeiras de atender às exigências de vestuário e calçados determinadas pela diretora. Em vez de estimular a permanência na escola, a postura da gestão acaba afastando alunos, prejudicando os estudos e contribuindo para o aumento da evasão escolar.
Diante da gravidade e da quantidade de denúncias, cresce a cobrança por uma resposta da Secretaria de Estado da Educação, que ainda não se manifestou oficialmente.


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