A defesa do atacante do Flamengo, Bruno Henrique, desistiu de um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que buscava anular a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) no inquérito sobre manipulação de resultado no Campeonato Brasileiro.
O STJ havia marcado para a próxima semana o julgamento do recurso apresentado pela defesa do atleta. Entretanto, na tarde dessa quinta-feira (28/8), os advogados do atacante rubro-negro protocolaram petição pedindo a desistência. O pedido foi homologado pelo tribunal poucas horas depois.
Anteriormente, Bruno Henrique já havia recorrido ao STJ com um habeas corpus para anular a investigação da PF que resultou em denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O ministro Joel Paciornik rejeitou a solicitação, o que levou a defesa do jogador a apresentar um agravo — agora retirado pelos próprios advogados.
Bruno Henrique é acusado de ter recebido um cartão amarelo de forma proposital, em partida contra o Santos válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023, para beneficiar apostadores. Além de ser réu na Justiça comum, o jogador é investigado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
O Metrópoles tenta contato com a defesa. O espaço fica aberto para manifestações.
Âmbito esportivo
O tribunal desportivo marcou para a próxima semana o julgamento do atacante, que será analisado pela 1ª Comissão Disciplinar. O relator do processo é Alcino Júnio de Macedo Guedes.
Bruno Henrique foi denunciado pelo STJD com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). As penas possíveis vão de suspensão de 360 a 720 dias; suspensão de 12 a 24 partidas; além de três multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil.
Além do atacante rubro-negro, também foram denunciados pelo STJD: Wander Nunes Pinto Júnior (irmão do jogador), Ludymilla Araújo Lima (esposa de Wander) e Poliana Ester Nunes Cardoso (prima do atleta). Os três são acusados de terem feito apostas no cartão recebido por Bruno Henrique na partida contra o Santos.
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