No início de janeiro, o governador Carlos Brandão procurou o vice-governador Felipe Camarão para tratar de dois temas: uma possível viagem internacional e a hipótese de renúncia do vice, cenário que permitiria a saída de Brandão do cargo para disputar o Senado em outubro.
Felipe Camarão voltou a negar a possibilidade de renúncia. Segundo relato do próprio governador, o assunto foi encerrado e não deve mais ser tratado. Nos bastidores do Palácio dos Leões, o desfecho foi visto como positivo.
A avaliação interna era de que uma eventual eleição indireta na Assembleia Legislativa do Maranhão, em caso de renúncia dupla, poderia trazer resultados imprevisíveis, a exemplo do que ocorreu na disputa pela presidência da Casa em 2024, quando houve empate em dois turnos.
Havia receio de que os deputados escolhessem um nome do próprio Legislativo, e não o indicado pelo Palácio. Nesse cenário, aliados de Brandão defendiam a candidatura de Orleans Brandão (MDB) para um mandato tampão.
Apesar do clima de alívio entre aliados, o tema ainda não está definitivamente descartado. O prazo final para desincompatibilização segue até o início de abril.


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