
A decisão de David Vélez, fundador do Nubank, e Marcos Galperín, criador do Mercado Livre, de transferirem sua residência fiscal para o Uruguai reacendeu o debate sobre competitividade tributária na América do Sul. O país vizinho tem se tornado um destino atrativo desde 2020, quando passou a permitir residência fiscal para quem investir no território e permanecer ao menos 60 dias por ano, conforme o decreto 163/020.
No caso de Vélez, a mudança ocorreu após a venda de R$ 2,3 bilhões em ações. Se ainda fosse residente fiscal no Brasil, parte desse ganho seria tributada pela alíquota progressiva de até 22,5%. No Uruguai, porém, novos residentes têm acesso a um regime que oferece até dez anos de isenção sobre rendimentos obtidos no exterior — um benefício particularmente vantajoso para quem detém grande patrimônio fora do país.
Enquanto isso, o Brasil discute ajustes no ITCMD, imposto sobre heranças e doações, que pode chegar a cerca de 8%. Já o Uruguai não cobra imposto sucessório nos moldes brasileiros, reforçando sua atratividade. Como resultado, Montevidéu e Punta del Este vêm se consolidando como centros regionais de gestão de fortunas, impulsionados pela migração de grandes investidores.


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