Banco Master cresce sob alertas do BC e acaba liquidado após prisão de Daniel Vorcaro

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O Banco Master, que operou sob a supervisão do economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, surgiu em um contexto controverso. Embora tenha solicitado autorização para atuar desde 2017, só conseguiu aprovação em 2019, quando Daniel Vorcaro assumiu a liderança.

Após a autorização, o Master cresceu rapidamente, emitindo CDBs a taxas altíssimas, acumulando R$ 40 bilhões até 2024, mesmo com alertas do Banco Central sobre irregularidades em sua gestão. O BC enviou dezoito ofícios solicitando ajustes e boas práticas, mas sem resultados. Vorcaro teve diversas interações com diretores do BC, incluindo uma reunião com Campos Neto que resultou em um prazo de quatro meses para corrigir as irregularidades.

A situação do Master se agravou até novembro de 2024, quando o BC detectou irregularidades significativas. Campos Neto deixou o cargo e, posteriormente, tornou-se executivo do Nubank, que está enfrentando uma ação judicial relacionada ao Master por vender os CDBs do Master supostamente omitindo os riscos e apoiando-se em publicidade enganosa.

Apesar dos alertas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre os riscos do banco, o BC considerava a situação sob controle até que a realidade se revelou alarmante.

Vorcaro foi preso no final de 2025 e o seu banco liquidado. Os levantamentos são exclusivos da Revista Piauí.

 

 

 

 

 

 

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Da Redação

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