Lula sanciona leis de combate à violência contra a mulher e cria punição para vicaricídio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, na manhã desta quinta-feira (9/4), uma série de projetos de lei que envolvem o combate à violência contra a mulher. Os textos foram assinados em uma cerimônia no Palácio do Planalto com a presença de ministros e parlamentares.
Entre as propostas sancionadas está o projeto que determina o uso da tornozeleira eletrônica por agressores, como medida de prevenção. Outro texto torna crime hediondo o assassinato de filhos e parentes com o intuito de atingir a mulher, o chamado vicaricídio. O termo ganhou repercussão após o caso de Itumbiara (GO), no qual os irmãos Benício e Miguel foram mortos pelo próprio pai, então secretário de Governo do município, Thales Machado.
Lula sancionou também o PL que cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. Veja o que dizem as propostas:
A proposta determina que agressores deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata, nos casos em que houver risco iminente à vida ou à integridade física e psicológica de mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.
O projeto é de autoria dos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O texto permite também que delegados de polícia poderão determinar o uso do equipamento em cidades que não têm juiz.
Prevê, ainda o aumento 5% para 6% da cota de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que devem ser destinados à compra dos dispositivos de monitoramento eletrônico.
O projeto de lei tipifica o crime de vicaricídio, quando ocorre o assassinato de filhos ou parentes como forma de punição às mulheres. De acordo com a proposta, o crime será considerado hediondo e as penas variam entre 20 a 40 de reclusão, além de multa.
O texto ganhou força no Congresso após o assassinato dos irmãos Benício e Miguel, que foram mortos pelo próprio pai, então secretário de Governo de Itumbiara, Thales Machado, que depois tirou a própria vida.
Através das redes sociais, o secretário relacionou o crime a problemas no casamento e suspeitas de traição por parte da esposa.
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