A Justiça da Coreia do Sul condenou, nesta quarta-feira (28), a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a um ano e oito meses de prisão por corrupção. Segundo o tribunal, ela recebeu bolsas da marca Chanel e um pingente de diamantes de integrantes da Igreja da Unificação em troca de favores políticos.
Kim, que é esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol — afastado do cargo no ano passado —, foi absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e de violação da legislação sobre financiamento político. A promotoria, de acordo com a imprensa local, pretende recorrer das absolvições.
A sentença ocorre em um contexto de múltiplos processos judiciais ligados às investigações sobre a curta imposição da lei marcial por Yoon, em 2024, além de outros escândalos que abalaram a imagem do casal, antes considerado influente no cenário político do país.
Durante o julgamento, o juiz que presidiu o colegiado de três magistrados ressaltou que, embora o cargo de primeira-dama não tenha atribuições formais de poder, ele carrega forte peso simbólico.
“Quem ocupa essa posição pode não ser um exemplo em todos os aspectos, mas não deve servir como referência negativa para a sociedade”, afirmou.
Em nota, a Igreja da Unificação disse que os presentes não estavam condicionados a qualquer benefício político. A líder da instituição, Han Hak-ja — que também responde a processo —, negou ter autorizado qualquer tentativa de suborno.


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