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‘The Economist’ diz que Lula perdeu influência no exterior e está cada vez menos popular no Brasil

person Por Da Redação
schedule 30/06/2025 às 15:53
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WASHINGTON, DC – FEBRUARY 10: Brazil President Luiz Inácio Lula da Silva speaks to the press before a bilateral meeting with U.S. President Joe Biden in the Oval Office of the White House on February 10, 2023 in Washington, DC. President Lula da Silva is visiting the United States for the first time since being elected as Brazil’s president. (Photo by Anna Moneymaker/Getty Images)

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A revista britânica The Economist publicou nesta semana uma análise crítica sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando que o mandatário tem “perdido influência no exterior” e enfrenta um cenário de crescente impopularidade no Brasil. O texto aponta que o Brasil, sob a liderança de Lula, tornou-se “mais hostil ao Ocidente”, além de não ter buscado aproximação com os Estados Unidos desde que Donald Trump reassumiu a presidência americana.

A publicação critica o tom adotado pelo governo brasileiro durante recentes episódios da política internacional, como o confronto entre Israel e Irã. Segundo a revista, o Itamaraty “adotou postura agressiva” ao condenar de forma veemente ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas. Para a The Economist, essa posição reforça a imagem de distanciamento do Brasil em relação ao bloco ocidental, enquanto se aproxima de países como China e Irã.

O artigo também prevê que esse alinhamento poderá se intensificar durante a próxima cúpula do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que contará com a presença do Irã. “Originalmente, ser um membro ofereceu ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o Brasil parecer cada vez mais hostil ao Ocidente”, diz a matéria.

Além disso, a publicação critica a falta de diálogo de Lula com líderes de países ideologicamente distantes, como o presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a revista, Lula “não exerce o pragmatismo necessário” ao manter distância de governos com os quais tem divergências políticas.

Internamente, a The Economist atribui a queda de popularidade de Lula a dois fatores principais: o crescimento da base evangélica no país e a associação do Partido dos Trabalhadores (PT) com casos de corrupção. A publicação destaca que a guinada conservadora do eleitorado tem colocado desafios para o presidente, especialmente diante da reorganização da direita brasileira.

 

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