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Propostas sobre escala 6×1 avançam no Congresso e ampliam debate

person Por Da Redação
schedule 20/04/2026 às 11:44
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Propostas para o fim da escala 6×1 avançam no Congresso Nacional por diferentes caminhos, com quatro textos em tramitação simultânea que discutem mudanças na jornada de trabalho no país.

O tema, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso, passou a ocupar o centro do debate trabalhista, com projetos que têm ritmos distintos e geram divergências entre parlamentares, governo e setor produtivo.

Propostas em andamento

Na Câmara dos Deputados, duas propostas avançaram na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deu parecer favorável à tramitação da PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e de outro texto apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

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A votação, no entanto, foi adiada após pedido de vista da oposição.

Ao mesmo tempo, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional que também trata do fim da escala 6×1, com tramitação mais rápida.

Situação no Senado

No Senado, a proposta mais avançada é a PEC 148/2015, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), já aprovada na CCJ e que aguarda votação no plenário.

O texto prevê redução gradual da jornada de trabalho, com diminuição inicial de 44 para 40 horas semanais, seguida de cortes anuais até o limite de 36 horas.

A proposta também estabelece a escala 5×2 e proíbe redução salarial durante a transição.

Diferenças entre os textos

As propostas em análise têm objetivos semelhantes, mas apresentam diferenças na forma de implementação.

A PEC de Erika Hilton propõe jornada de até 36 horas semanais com adoção da escala 4×3 em até 360 dias.

Já o texto de Reginaldo Lopes prevê redução mais gradual, ao longo de até 10 anos.

O projeto do governo fixa a jornada em 40 horas semanais com escala 5×2 e manutenção dos salários, além de incluir trabalhadores domésticos.

Tramitação no Congresso

As propostas seguem caminhos distintos no Congresso.

Enquanto as PECs precisam ser aprovadas em dois turnos na Câmara e no Senado, com apoio de três quintos dos parlamentares, o projeto de lei exige maioria simples e depende de sanção presidencial.

Debate político

O avanço das propostas ocorre em meio a divergências dentro e fora do Congresso.

Há apoio à redução da jornada, mas também preocupação com a forma de implementação e seus efeitos sobre empresas e empregos.

Entre parlamentares, há a defesa de mudanças graduais para reduzir impactos econômicos.

Impactos econômicos

Estudos citados no debate apontam possíveis efeitos econômicos da mudança na escala 6×1.

Levantamento da Federação das Indústrias do Paraná indica que a redução da jornada para 36 horas pode impactar o Produto Interno Bruto e o mercado de trabalho.

Outros estudos apontam aumento de custos para empresas, com possíveis reflexos nos preços e na informalidade.

Avaliação de especialistas

Especialistas afirmam que mudanças na jornada exigem planejamento e avaliação dos impactos.

Sem adaptação adequada, há risco de efeitos como aumento da informalidade, reorganização do trabalho e mudanças na estrutura das empresas.

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