Membros da transição falam em ‘vergonha’ após Dino indicar coronel em pasta
Membros do grupo de trabalho sobre segurança pública na equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminharam a uma carta ao futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), com a manifestação de “constrangimento, decepção e vergonha” após o socialista ter indicado o coronel Nivaldo César Restivo para a Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Na quarta-feira Dino precisou recuar de uma indicação para o comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Dino havia anunciado Edmar Camata, mas depois voltou atrás e indicou Antonio Fernando Oliveira. Camata foi um apoiador da Lava Jato.
No que diz respeito à Secretaria Nacional de Políticas Penais, o nome anunciado por Dino, Nivaldo César Restivo, é titular da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo e coronel da Polícia Militar daquele estado e terá sob a sua alçada o Departamento Nacional Penitenciário (Depen).
Carta
Na carta encaminhada a Dino, os membros do grupo de trabalho da transição afirmam que as credenciais de Restivo não correspondem aos esforços e às proposições da área técnica, bem como ao plano de Governo de Lula.
Afirmam que qualquer pretensão de uma política antirracista “não passará de discurso vazio” caso a sua indicação se confirme e se o governo eleito não se atentar à expressão do racismo no cárcere.
Flávio Dino não se pronunciou publicamente sobre a carta, que teve o seu teor revelado pela colunista Mônica Bergamo.
Lula também não se pronunciou sobre os anúncios de Flávio Dino.

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