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Gilmar Mendes segue Toffoli para anular atos de Palocci na Lava Jato

person Por Da Redação
schedule 29/03/2025 às 19:14
update Atualizado: 29/03/2025 às 20:28
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BRA01. CURITIBA (BRASIL), 26/09/2016.- El exministro de Hacienda de Brasil, Antonio Palocci, uno de los hombres más influyentes en los Gobiernos de Luiz Inácio Lula da Silva y Dilma Rousseff, llega hoy, lunes 26 de septiembre de 2016,a declarar en el caso de corrupción de la Lava Jato donde es acusado de recibir sobornos para intervenir en ambas administraciones en defensa los intereses de la constructora Odebrecht, en Curitiba (Brasil). EFE/HEDESON SILVA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para manter a anulação de todas as provas e processos contra o ex-ministro Antonio Palocci na Operação Lava Jato. O magistrado acompanhou o entendimento do ministro Dias Toffoli, que já havia acolhido um pedido da defesa de Palocci para invalidar integralmente a fase pré-processual e processual.

O julgamento ocorre no Plenário Virtual da Segunda Turma e teve início na sexta-feira (28/3). Toffoli argumentou que houve conluio entre o então juiz Sergio Moro e procuradores do Ministério Público Federal (MPF), o que, segundo ele, comprometeu a imparcialidade do processo.

Em seu voto, Toffoli destacou diálogos entre Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato que indicam uma relação indevida entre acusação e magistrado. Um dos exemplos mencionados foi a sugestão de Moro, atual senador, para que uma procuradora recebesse “treinamento” visando melhorar seu desempenho nas audiências que envolviam Palocci.

“Fica clara a mistura da função de acusação com a de julgar, corroendo-se as bases do processo penal democrático”, escreveu Toffoli.

“Assim, fica nítida a aderência estrita, revelada pela condição de corréus do requerente e do sujeito originariamente beneficiado pelo ato judicial cuja extensão se postula e pela ausência de motivos de ordem exclusivamente pessoal”, prosseguiu o ministro.

Anulação total, mas delação mantida

A decisão anula não apenas condenações, mas também investigações conduzidas pelo MPF contra Palocci no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro pleiteava o mesmo benefício concedido por Toffoli ao empreiteiro Marcelo Odebrecht em maio de 2024.

Apesar da anulação das provas e processos, o termo de colaboração premiada firmado por Palocci com a Polícia Federal (PF) segue válido.

Toffoli anulou as provas em fevereiro, mas a decisão precisa ser consolidada no Plenário.

Com o voto de Gilmar Mendes, o julgamento segue pendente da manifestação dos demais ministros da Segunda Turma do STF. Faltam os votos de Edson Fachin, Nunes Marques e André Mendonça.

 

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