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Empresário tentou esconder nome em empresa investigada por descontos indevidos do INSS, diz PF

person Por Da Redação
schedule 09/03/2026 às 08:37
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Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam a atuação do empresário Tiago Schettini Batista para se blindar e não ser identificado como sócio do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, na criação de uma empresa de call center, investigada por envolvimento no esquema dos descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

Schettini chegou a dizer que era necessário esconder “meu nome do dígito do Antônio”.

Ainda nas conversas, Schettini afirmou: “Onde entra meu nome, fode. Por causa das investigações e das dívidas”. Procurada, a defesa pontuou que é “errada a suposição de que Tiago era sócio de qualquer empresa da qual não figura no quadro societário”.

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Schettini e o Careca do INSS, segundo a PF, eram sócios ocultos e controladores da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), investigada por fraudar descontos de mensalidade nas aposentadorias do INSS.

De acordo com os relatórios da apuração policial, o esquema de ocultação ficou evidente durante as tratativas para a criação de uma empresa de teleatendimento, a ACDS Call Center Ltda (Truetrust Call Center).

Em junho de 2023, o consultor Rubens Oliveira Costa — apontado pela PF como o “homem da mala” do Careca do INSS — informou a Schettini que havia recebido uma demanda do lobista para a abertura da nova empresa, que contaria com a sociedade de Tiago, Antonio Antunes e Domingos Sávio de Castro.

Em resposta a Rubens Oliveira, Tiago Schettini foi explícito sobre a necessidade de ocultar seu nome da estrutura formal do negócio. Em áudio enviado no dia 9 de junho de 2023, o empresário afirmou: “Não dá pra ser eu, cara, senão fica ruim o nome da empresa, entendeu? Se for meu nome… Meu nome cheio de problema, não posso levar confusão pra empresa nova”. Tiago justificou que sua participação direta poderia comprometer o acesso da empresa a crédito e atrair investigações e dívidas pessoais para a nova estrutura.

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