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CPMI do INSS é encerrada após rejeição de relatório com voto de Eliziane Gama

person Por Da Redação
schedule 28/03/2026 às 13:35
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS terminou como começou: sem conclusão e sem responsabilização. Após sete meses de investigação, o relatório final foi derrubado por 18 votos a 12, travando o envio das conclusões à Procuradoria-Geral da República.

Entre os votos decisivos para esse desfecho está o da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), que se posicionou contra o relatório e ajudou a esvaziar a principal etapa da comissão, deixando sem resposta um esquema que envolve fraudes em aposentadorias e pensões.

A atuação da senadora não se limitou ao voto final. Durante toda a CPMI, Eliziane se alinhou a decisões que frearam o avanço das investigações. Ela votou contra a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado em depoimento à Polícia Federal sob suspeita de receber R$ 300 mil mensais ligados ao grupo conhecido como “Careca do INSS”, com movimentações que poderiam chegar a R$ 25 milhões.

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Também integrou o bloco que rejeitou, de uma só vez, 11 pedidos de convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os requerimentos foram barrados por 19 votos a 11. Frei Chico é dirigente de uma entidade que, segundo a Polícia Federal, movimentou R$ 1,2 bilhão em seis anos e aparece nas investigações por descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Outro ponto que ficou sem qualquer explicação foi o requerimento que pedia a convocação de Elisvane Pereira Gama, irmã da própria senadora. O pedido, protocolado em setembro pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), simplesmente não foi analisado pela comissão.

Elisvane ocupa a Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura no Maranhão, órgão responsável pela emissão de carteiras de pescador. Há suspeitas de concessão irregular desses registros, permitindo acesso indevido ao seguro-defeso — benefício pago pelo INSS.

Os números reforçam o tamanho da distorção: o Maranhão chegou a registrar mais de 590 mil beneficiários do seguro-defeso, mesmo com apenas 621 embarcações cadastradas. Após a identificação das irregularidades, mais de 130 mil licenças foram suspensas.

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