Banco usado por PCC e CV é investigado por financiar campanha política

Um banco digital que se apresenta como fintech, mas tem conexões profundas com o crime organizado, voltou a ser alvo de uma operação policial nesta quinta-feira (10/4), desta vez no Rio de Janeiro. O 4TBank, apontado como mecanismo usado para a lavagem de bilhões de reais pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e pelo Comando Vermelho (CV), já havia sido investigado em 2024 pela Polícia Civil de São Paulo por envolvimento com financiamento de campanhas eleitorais.
Com sede em Mogi das Cruzes (SP), o 4TBank foi o centro de uma investigação revelada em 2024 pela Polícia Civil paulista. O banco, que oferecia serviços típicos de fintechs — como pagamento de contas, transferências online e compra de criptoativos — foi identificado como uma engrenagem financeira do PCC.
Entre as descobertas mais alarmantes da operação está o uso da estrutura financeira para financiar campanhas eleitorais. Pelo menos três candidatos em Mogi das Cruzes, Ubatuba e Santo André foram beneficiados com dinheiro do tráfico, conforme revelou troca de mensagens interceptadas entre Fabiana Lopes Manzini, mulher de um dos fundadores do banco e integrante do PCC, e João Gabriel de Mello Yamawaki, também do núcleo financeiro da facção.
Foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, com apoio das polícias civis do Rio e de São Paulo.

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