Adolescente brasileira foi baleada em ataque no México, e autoridades dizem que ação foi planejada
Uma adolescente brasileira de 13 anos foi baleada durante o ataque a tiros que ocorreu na segunda-feira, no México. O Gabinete de Segurança mexicano divulgou que a jovem sofreu um ferimento a bala no sítio arqueológico de Teotihuacán, a 50 quilômetros da Cidade do México, e o Itamaraty confirmou que ela já recebeu alta hospitalar. Nesta terça-feira, autoridades mexicanas indicaram que o ataque ocorrido nas pirâmides turísticas, que deixou um morto e 13 feridos, envolveu um planejado pelo agressor. Vários reféns tiravam fotos e admiravam a vista no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas do ataque de diversos ângulos. Nelas, é possível ver e ouvir um casal de brasileiros sendo diretamente ameaçado pelo atirador durante o incidente.
O ataque, realizado ao meio-dia por um mexicano que depois cometeu suicídio, “não foi espontâneo”, afirmou o Procurador-Geral do Estado do México, José Luis Cervantes, em uma coletiva de imprensa. O homem “visitou o sítio arqueológico em diversas ocasiões antes do ataque e hospedou-se em hotéis próximos” para planejar o atentado, indicou Cervantes. De acordo com o promotor, uma mochila foi encontrada no local contendo a arma usada pelo atirador para matar os turistas, uma faca e 52 cartuchos de munição.
Segundo as autoridades, a canadense que morreu no local tinha entre 20 e 25 anos, e o agressor, um mexicano, tinha entre 30 e 35 anos. Entre os feridos, que foram levados para diferentes hospitais, estavam um menino de seis anos e duas mulheres colombianas, uma russa, uma canadense, uma holandesa e seis americanos, além da jovem brasileira.
Sheinbaum afirmou que o agressor tinha “problemas psicológicos” e “foi influenciado por eventos ocorridos no exterior”. Portanto, destacou a presidente, “não se trata de algo ligado ao crime organizado”. A líder mexicana pediu o reforço das medidas de segurança para impedir a entrada de armas de fogo em locais turísticos após este episódio e disse que foi a primeira vez que um incidente desse tipo ocorreu em um sítio arqueológico no México.
— Precisamos de mais segurança para impedir que alguém entre em um sítio arqueológico ou em um local turístico armado — declarou.
Durante o ataque, além de disparar diversas vezes no local, o agressor chegou a manter cerca de 20 pessoas reféns no alto da pirâmide. Entre elas estava um casal de brasileiros que contou em entrevista ao GLOBO como foram os momentos de terror que viveram sob a mira do atirador. Henrique Reis e Marina Beta, que foram os dois primeiros a serem liberados pelo agressor, estavam curtindo o último dia de férias no México quando foram surpreendidos pelos tiros no ponto turístico.
Enquanto estavam sendo feitos reféns, o atirador chegou a exigir em dado momento que uma das vítimas cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para a parte superior da pirâmide. Nessa hora, relatou Reis, ele pediu a Beta que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que, se ela colaborasse, seria liberada. A brasileira então seguiu as orientações do atirador e teve permissão para descer as escadas.
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