Número de mortos por incêndios florestais sobe para 112 no Chile
O número de mortos devido aos incêndios florestais que assolam o Chile, em especial a região centro-sul, desde sexta-feira, subiu para 112 pessoas neste domingo, informou o Ministério do Interior. As chamas, que já deixaram corpos nas ruas e casas destruídas, continuam se espalhando e a expectativa é que o número de mortos aumente. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente chileno, Gabriel Boric, anunciou que está em Valparaíso, uma das províncias mais atingidas. Boric decretou estado de emergência na região “devido à catástrofe”.
Esse número vai aumentar, sabemos que vai aumentar significativamente — disse o presidente na cidade de Quilpué, uma área de colinas povoadas nos arredores de Viña del Mar.
Uma densa fumaça cinza cobriu a cidade turística, forçando os moradores a fugir. Rosana Avendano, uma assistente de cozinha de 63 anos, estava fora quando o fogo começou a varrer sua casa, no bairro de El Olivar, onde ela mora com o marido.
— Foi terrível porque eu não conseguia chegar [à minha casa]. O fogo chegou aqui… perdemos tudo — disse Avendano à AFP. — Meu marido estava deitado e começou a sentir o calor e fugiu.
Ela temeu o pior por horas, mas acabou conseguindo entrar em contato com o companheiro.
‘Mais vítimas’ desde terremoto
Do total de mortos, até agora apenas 32 foram identificados. Também foram realizadas 25 autópsias, segundo o Serviço Médico Legal.
— Será provavelmente a situação de emergência, depois do terremoto de 2010, que gerou mais vítimas no Chile nos últimos tempos — disse a ministra do Interior Carolina Tohá.
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As autoridades impuseram um toque de recolher a partir das 21h de sábado, para permitir a entrada de suprimentos de emergência — especialmente combustível — nas áreas afetadas. Novas ordens para deslocamento foram emitidas, embora não tenha ficado claro quantas pessoas foram instruídas a sair. O presidente do Chile também afirmou que as rede de saúde pública e privada estão coordenadas para atender os feridos.

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