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Delegada acusa secretário de Segurança do Maranhão de assédio durante reunião

person Por Da Redação
schedule 11/03/2026 às 08:57
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Acusado de 4ssédio por uma delegada de polícia do Maranhão, o secretário de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), Maurício Ribeiro Martins, afirmou em nota que as referências feitas às profissional durante reunião foram palavras “cordiais de elogio e reconhecimento profissional”.

Em relato feito pela delegada na internet e à associação que a defende, a profissional definiu a situação pela qual passou como “extremamente constrangedora” em encontro com o secretário que, pela hierarquia, é também chefe dela.

“Durante a reunião de trabalho, em um ambiente que deveria ser estritamente profissional, ele começou a fazer comentários e ‘gracinhas’, me chamando de ‘Delegata’, dizendo que eu era ‘a delegada mais bonita do Maranhão’ e que já me observava desde os tempos em que trabalhava no Tribunal de Justiça”, disse.

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Ainda segundo a delegada, “em seguida, ele passou a insistir que queria uma foto minha para colocar no gabinete, repetindo várias vezes: ‘Não esqueça da foto’”, relatou a profissional, que não terá o nome revelado.

A delegada ressalta ainda que era a única mulher na sala. “O constrangimento foi enorme. A situação toda teve aquele ar típico do comportamento do ‘macho alfa’, que se sente à vontade para ultrapassar limites mesmo em um ambiente institucional”, ressaltou.

O secretário, no entanto, afirmou: “Em nenhum momento adotei qualquer conduta desrespeitosa ou incompatível com o ambiente institucional em reuniões de trabalho realizadas com membros da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão ou qualquer outra instituição ou pessoa. Tampouco houve qualquer manifestação desrespeitosa direcionada à delegada. As referências feitas à sua pessoa restringiram-se a palavras cordiais de elogio e reconhecimento profissional”, disse à coluna Manoela Alcântara.

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão (Adepol-MA), no entanto, considerou o comportamento do gestor “incompatível com a dignidade institucional e com o respeito que deve nortear as relações no âmbito da administração pública”.

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