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Império sexual de Epstein era ‘armadilha de mel’ da KGB: Financista teve reuniões com Putin para coletar material de chantagem contra líderes mundiais

person Por Da Redação
schedule 01/02/2026 às 12:11
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Novos documentos relacionados ao financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein sugerem que ele teria atuado em uma das maiores operações de “honeytrap” do mundo — estratégias de aliciamento e chantagem — possivelmente a serviço do KGB, a antiga agência de inteligência soviética, e, em menor escala, de serviços de inteligência israelenses.

Segundo fontes de inteligência, Epstein teria fornecido mulheres para encontros com homens poderosos enquanto mantinha relações com figuras políticas e empresários internacionais. Entre os arquivos, há mais de 3 milhões de documentos, incluindo 1.056 citações ao presidente russo Vladimir Putin e 9.629 referências a Moscou, e indícios de que Epstein teria conseguido audiências com Putin mesmo após sua condenação em 2008 por aliciamento de menor para prostituição.

Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Fontes de inteligência acreditam que Epstein estava conduzindo “a maior operação de honeytrap do mundo” em nome da KGB, quando recrutava mulheres para sua rede de associados.

Especialistas apontam que isso explicaria o estilo de vida luxuoso e aparentemente desproporcional de Epstein em relação à sua carreira como financista, embora não haja provas diretas ligando Putin ou a KGB às atividades criminosas do norte-americano.

Os documentos também mostram interações com figuras internacionais de destaque, incluindo Andrew, ex-Duque de York, Bill Gates, Donald Trump e Bill Clinton, todos citados como participantes de encontros potencialmente comprometedores em propriedades de Epstein. Em um e-mail de 2010, Epstein teria oferecido a Andrew a companhia de uma mulher russa de 26 anos, descrita como “inteligente, bonita e confiável”, que teria sido abusada e traficada por Epstein por anos.

Epstein parece ter conseguido audiências com Vladimir Putin após sua condenação em 2008 por aliciamento de menor para prostituição.

O material ainda revela possíveis conexões com o magnata da mídia Robert Maxwell, considerado um agente russo desde os anos 1970, e sua filha Ghislaine Maxwell, atualmente cumprindo pena de 20 anos por tráfico sexual de menores e crimes relacionados a Epstein. Fontes de inteligência afirmam que Maxwell teria lavado dinheiro russo no Ocidente com a ajuda de Epstein e que o financista foi apresentado a ele pelo KGB.

Ghislaine Maxwell (ao centro) fotografada com dois homens que parecem ser membros do exército russo. A filha de Robert Maxwell cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual de menores e outros crimes relacionados à sua associação com Epstein, que ela teria conhecido pouco depois da morte do pai.

Entre os documentos, há ainda e-mails sugerindo contatos de Epstein com Putin em 2011 e 2014, com planos de encontros e mensagens intermediadas por empresários japoneses e políticos europeus. Um dos registros indica que Epstein poderia fornecer informações ao Kremlin sobre Donald Trump antes da cúpula de Helsinque, em 2018, na qual Trump se encontrou com Putin.

Epstein usando um boné no estilo comunista. Especialistas em inteligência americanos acreditam que Epstein foi introduzido ao mundo da espionagem por meio de negócios com Robert Maxwell.

O FBI também recebeu alertas de que Epstein poderia ter atuado como espião do Mossad, com treinamento sob o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak. Os arquivos relatam interações de Epstein com figuras ligadas a Putin e empresas de tecnologia no Vale do Silício, levantando suspeitas de espionagem industrial e política.

O magnata da mídia Robert Maxwell, que teria sido um agente russo desde os anos 1970, trabalhou para extraditar judeus soviéticos para Israel com a participação do serviço de inteligência israelense Mossad.

Apesar das revelações, todas as personalidades de destaque mencionadas nos documentos negam qualquer envolvimento em atividades ilícitas.

Uma imagem da última divulgação dos arquivos de Epstein. Autoridades de segurança dos EUA também acreditam que Epstein mantinha vínculos de longa data com o crime organizado russo, o que poderia explicar a facilidade com que ele parecia conseguir trazer “garotas” da Rússia.

Epstein foi encontrado enforcado em 2019, mas familiares acreditam que ele tenha sido assassinado para silenciá-lo, e os documentos reforçam o quadro de intersecção entre crimes sexuais, espionagem e interesses geopolíticos que marcaram a vida do financista.

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