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Leia a íntegra da acusação que indiciou Nicolás Maduro nos EUA

person Por Da Redação
schedule 04/01/2026 às 14:26
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CARACAS, VENEZUELA – NOVEMBER 25: President of Venezuela Nicolás Maduro delivers a speech while holding the Venezuelan independence hero Simon Bolivar’s ‘Sword of Peru’ during a military ceremony on November 25, 2025, in Caracas, Venezuela. The United States recently designated the “Cartel De Los Soles” (Cartel of The Suns) as a foreign terrorist organization, a group allegedly led by the president of Venezuela, Nicolas Maduro, and which, it is presumed, includes high-ranking members of the Venezuelan government. (Photo by Jesus Vargas/Getty Images)

Um grande júri federal dos Estados Unidos indiciou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

O processo tramitava sob sigilo, mas teve o conteúdo tornado público por decisão da procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi. O indiciamento foi formulado por um grande júri federal do Distrito Sul de Nova York.

De acordo com a acusação, Maduro teria liderado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

Indiciamento de Maduro by Pablo Giovanni

A denúncia sustenta ainda que o esquema operava em parceria com organizações classificadas como terroristas ou narco-terroristas, entre elas as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o Exército de Libertação Nacional (ELN), o Cartel de Sinaloa, os Los Zetas e o Tren de Aragua.

Além de Maduro, o grande júri também indiciou Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela; Cilia Flores, esposa do presidente; o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do chefe do Executivo; e outros aliados do regime, apontados como integrantes ou facilitadores da suposta organização criminosa.

Os crimes teriam ocorrido entre 1999 e 2025 e incluem, além do narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, uso de armas de guerra — como metralhadoras e explosivos — e lavagem de recursos provenientes do tráfico. Para esses delitos, a pena mínima prevista é de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.

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