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Pescador e dona de casa são apontados como supostos “funcionários fantasmas” do FUNDEB, em Humberto de Campos

Documentos revelam que aliados do Presidente da Câmara, Augusto Filho, recebem salários da educação sem exercer funções na área.

person Por Da Redação
schedule 21/03/2026 às 14:23
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HUMBERTO DE CAMPOS – MA | A gestão municipal de Humberto de Campos volta a ser alvo de graves denúncias envolvendo o uso de recursos públicos. Folhas de pagamento do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) revelam nomes que, segundo moradores e fontes locais, nunca pisaram em uma sala de aula ou repartição administrativa da rede de ensino.

O “Pescador Administrativo”

Entre os nomes que figuram na folha de outubro de 2025 está o de Marinaldo Freitas Paixão. Morador do povoado Flexeiras, Marinaldo é conhecido na comunidade por sua atividade como pescador e não possui qualquer vínculo com o setor educacional. No entanto, nos registros oficiais, ele aparece lotado na Secretaria Municipal de Educação com salário de R$ 1.518,00.

Vínculos Políticos no Povoado Achuí

Outro caso que chama atenção é o de Cleudes Araújo Mesquita, moradora do povoado Achuí. Cleudes é esposa de “Thullys”, uma das principais lideranças políticas do vereador e Presidente da Câmara Municipal, Augusto Filho.

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De acordo com a denúncia, Cleudes é dona de casa e não exerce funções na educação municipal. Sua nomeação seria uma “moeda de troca” política, já que ela e o marido são fortes apoiadores de Augusto Filho na região. No máximo, Cleudes prestaria auxílio logístico particular ao vereador e membros da gestão quando estes visitam o povoado, mas recebe proventos que deveriam ser destinados exclusivamente a profissionais da educação.

O cenário em Humberto de Campos sugere a existência de um verdadeiro “cabide de empregos”. Estima-se que o Presidente da Câmara, Augusto Filho, possua centenas de indicações na prefeitura, muitas delas sob suspeita de serem funcionários “fantasmas” — pessoas que recebem o salário, mas não trabalham.

Enquanto a população sofre com a carência de serviços básicos, o orçamento da educação parece ser utilizado para manter currais eleitorais. Para muitos moradores, a cidade se transformou em um cenário onde o prefeito e os vereadores “tratam o povo como palhaços”.

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